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O Bairro Bangu situa-se na zona oeste, com uma população de 243.125 habitantes (IBGE2011), em cerca de 83.068 domicílios (IBGE 2010), apesar de ser um bairro em expansão, com um forte setor comercial, apresenta a desigualdade social de forma expressiva, pois uma grande parcela de sua população revela-se em vulnerabilidade social, são cerca de 42 comunidades, com uma população de 39.018 habitantes (IBGE 2015), em uma grande incidência de miséria e violência, resultando em um ambiente negativo para a família, refletido por confrontos violentos por pontos de drogas, consumo excessivo de álcool, agressividade, em total indiferença por parte das autoridades vigentes.

O problema da violência, vivenciado pelas famílias residentes nessas comunidades culmina por impedir o direito de ir e vir do cidadão, o que reflete diretamente no desenvolvimento da criança e do adolescente, que apresenta ociosidade, desânimo, indiferença, verificado em algumas vezes por baixo rendimento escolar. Verifica-se que as ações municipais voltadas para as crianças e os adolescentes apresentam-se insuficientes, devido à grande demanda, relacionada, por exemplo, a educação, o município não dispõe de nenhum centro municipal referência à educação de jovens e adultos (segundo o site oficial da Prefeitura do Rio de Janeiro/2017), centro este tão importante para promover a emancipação do cidadão, contando apenas com sete CIEPS, 13 Creches, um Escola Especial Municipal, 47 Escolas municipais e 10 EDI, revelando-se a necessidade de ações que contribuam para o desenvolvimento dessas crianças e adolescentes.

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São poucas as ações para fomento da cultura e de lazer oferecidas ás famílias carentes neste bairro, por causa da grande expansão territorial e habitacional, onde a secretaria municipal de Cultura não consegue atender estas necessidades. Em se tratando de esporte e lazer, existe apenas uma Vila Olímpica com atividades gratuitas para as crianças, adolescentes e jovens, que são ofertados pelo município, deixando grande parte destes, em ociosidade, posto que, não possuem condições financeiras para custear atividades esportivas adequadas a sua faixa etária. A saúde, direito vital a todo cidadão, torna-se precária em seus atendimentos, sem contar que, em certas especialidades, há demora no atendimento e o programa SUS é demorado. A população sem condições de arcar com despesas médicas particulares tem de recorrer aos atendimentos em outros municípios distantes, também sucateados e burocráticos.

Diante dos fatos, fazem-se imprescindíveis ações imediatistas e vocalistas que contribuam para dar respostas reais as necessidades da população carente, que acaba por ser desassistida dos serviços sociais. Os problemas educacionais de nosso país são notórios, principalmente pela pouca qualidade e pelo grande número de desistência dele, atribuído aos métodos ultrapassados que não acompanham ás tecnologias existentes e que poderiam melhorar seu entendimento e ainda uma política educacional confusa que muda a didática sem repentinamente.